Palavras e Imagens

Eu vejo assim …

A parte mais difícil…

sábado, 28 de agosto de 2010

Personas, como dita acima esta é a parte mais difícil da viagem. Chegou ao fim nossa peregrinação.

Este é o ultimo post que faço no blog da Erika, que gentilmente me cedeu espaço para escrever minhas impressões desta jornada.

Durante as ultimas duas semanas, eu, Erika, Felipe e Priscila vivemos momentos preciosos. Vimos paisagens lindas, obras maravilhosas, ganhamos conhecimento, conhecemos culturas, sorrimos, choramos, enfim, vivemos fatos narráveis e inenarráveis.

Todos que acompanharam o blog puderam ter uma fração, um vislumbre do que vivemos, mas, me perdoem a honestidade, foi muito melhor do que pudemos traduzir em palavras. Tratam-se de imagens, percepções, cheiros, fantasia, estado lúdico em alguns momentos, presenciados por nós quatro.

Agradeço a todos que acompanharam o blog.

Agradeço aos meus amigos de viagem, que propiciaram esta magnífica jornada, sem eles com certeza o sal, a pimenta, o tempero necessário para que esta empreitada fosse tão magnífica não teria ocorrido.

Alguns fatos memoráveis não constaram no blog, porquanto são simples, jocosos e singulares, cotidianos, mas que fizeram toda a diferença. Vocês certamente não saberão o que estou dizendo, mas peço licença para escrever aos meus amigos de viagem neste parágrafo. As tranças de Julieta, a cidade de Montecielo, as placas não lidas, a correria para fotos, o jeito europeu adquirido a duras penas e os pregos levados, fizeram a diferença. Ah se fizeram.

Saibam que esta viagem ficará nos anais de cada um de nós que a realizamos, assim espero.

Acredito que até os quilos a mais por nos adquiridos, especialmente por mim, valeram a pena. Valeram muito a pena.

Meu muito obrigada aos meus amigos de viagem e a vocês que acompanharam e riram de nossas historias.

E assim, com ar de despedida, pura nostalgia, me despeço de todos, mas levo comigo os momentos vividos de forma tão magnífica nas últimas 2 semanas.

Para encerrar acho que há uma frase de Fernando Pessoa que define com precisão e de forma clara e concisa o que talvez eu não tenha conseguido expressar em todas as linhas acima. Pessoa diz que “Navegar é preciso, viver não é preciso”.

Desta forma, termino minha singela e casual participação neste blog.

Com carinho.

Beijo para quem é beijo, abraço para quem é abraço.

Dani.

Roma (24 à 27/Agosto)

Roma foi nosso último destino. Tivemos problemas logo na chegada pois o Hotel Aphrodite nos reservou um quarto para 4 pessoas mas não tinham 4 camas, tinha uma cama de casal e um sofá-cama apertado para 2 pessoas. Priscila e Felipe tentaram resolver o problema mas sem sucesso, tivemos que aceitar o quarto daquele jeito. Tivemos vários problemas com este hotel, é péssimo.

Enfim aproveitamos um pouco o final de tarde da terça-feira e descansamos à noite, estávamos muito cansados. No dia seguinte os meninos foram ao Vaticano e eu preferi visitar alguns pontos mais centrais e deixar o Vaticano para a quinta-feira. Consegui entrar no Coliseu sem enfrentar aquela fila imensa, pois segui a orientação da Andrea (de Veneza) e comprei o Roma Pass que dá acesso sem fila nos principais pontos da cidade, além de incluir o valor de ingressos de alguns pontos e o transporte público (válido por 3 dias), perfeito!

O Coliseu é realmente impressionante, grande e imponente. Fiquei 1 hora lá dentro, contemplando e fotografando. Neste mesmo dia ainda visitei o Foro Romano (ruínas incríveis) e o Palazio Venezia (belíssimo). Na noite de quarta eu e Dani fomos curtir uns barzinhos no Campo di Fiori, nos divertimos muito.

Na quinta-feita acordei cedo e visitei alguns pontos próximos do Hotel, como a Basílica Sta Maria di Angeli, o Museu Termi Diocleziano e o Museu Palazio Massimo que gostei muito. Reservei a parte da tarde para visitar o Vaticano. Dani e Felipe foram ao Coliseu e depois foram num OutLet fora de Roma (mais um… rs…)

No Vaticano tem 2 coisas para visitar: o Musei di Vaticano e a Basílica San Pietro. O museu é enorme, na verdade são vários museus dentro de um só. Impressionante! O lugar mais visitado do Museu é a Capela Sistina, que eu achei simples, mas com belíssima pintura no teto (Mchelangelo arrasou). Quanto à Basílica San Pietro é linda, enorme, fiquei horas olhando as paredes, as esculturas, o teto… me lembrei de quantas vezes vi aquela imagem qdo a Missa do Galo é transmitida na noite de Natal, ou até mesmo aquela praça onde o Papa reza a missa de domingo. Valeu a visita!

A Priscila foi embora na madrugada de quinta (para Orlando), Felipe foi embora na madrugada de sexta (para Praga). Eu e Dani ainda aproveitamos a sexta-feira e visitamos o Pantheon e a Fontana di Trevi. Eu parti no final da tarde de sexta, deixando a Dani sozinha (pois ela só embarcaria na madrugada de sábado), sniff…

Nossa viagem valeu muito à pena!

Deixei a Itália com o coração tranquilo e a certeza de que aproveitei ao máximo estas 2 semanas.

To felizzzzzzz!!!

Siena e Pisa ..Ultimo suspiro antes de Roma

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Personas, de novo, sou eu, Dani, pois Erika anda uma preguiça só, virou turista de carteirinha e não tem tempo para o blog. Pois então, vou relatar nossos últimos dias antes de Roma. Honestamente, depois de percorremos o interior da Toscana e acostumarmos com esta visão de cartão postal achamos Siena comum, linda, mas como nosso referencial já está altissimo, informo que Siena é parecida com as demais cidades romanas da região, porém maior. Dois fatos chamam a atenção. Primeiro, a Piasa de Campo, dedicada anteriormente as festividades com cavalos. Segundo, a igreja, outro Duomo, mas diferente, pois é toda de mármore em diferentes cores, inclusive marmore rosa italiano, único no mundo. Linda mesmo. Ocorre que, quero indagar e quem souber a resposta favor postar: por qual motivo e razão de toda igreja ficam pendendo esculturas de animais? Por que? Quanto a Siena é isto. Ah, esqueci de um fato, Erika, quase provocou uma briga com o garçom porque queria sentar em uma mesa de 8 lugares, o que foi vetado pelo garçom que queria que sentassemos em uma mesa de quatro lugares. Logo, para evitar um bafão, decidimos ir a outro restaurante. Escolhemos um de frente para a praça em Siena, chiqueterrimo né. Era para ser. Ocorre que, resolvi pedir uma pasta, e para minha surpresa tinha erva doce no molho. Pensem bem: quem é este chefe que resolveu criar um prato com erva doce?? Erva Doce é só para chá e olhe lá. Ainda bem que fui salva pela alma caridosa da Erika que me cedeu parte de sua pizza. Após o almoço em Siena, mudamos os planos originais e fomos a Pisa. Pura emoção.  Primeiro pegamos um congestionamento. Achei que isto era coisa exclusiva de São Paulo, mas Pri e Erika que não conseguem ficar sem um congestionamento (estavam com saudades) cairam em um, e pior,  nao conseguiram achar a placa com saída para Pisa. Novamente nos perdemos. Fato comum para mim né, está virando hábito. Para retornar fomos a outra cidade. Aqui não há retorno em rodovia, porque não há direito a erro. Consequencia deste fato é que chegamos em Pisa as 19h, sendo que o sol já estava baixando, ou seja, tinhamos apenas 20/30 minutos para fotos no calor da aurora, de acordo com nossa fotografa “profissa” Erika. Deixamos de lado nosso lado europeu de ser - desenvolvido nesta última semana - e disparamos em uma correria, em cima da grama do parque em que está a torre, corremos, literalmente, corremos, mas fizemos fotos otimas, dignas de serem publicadas pela Folha dede São Paulo com a seguinte manchete “brasileiros causam furor na itália”. Bom, mas o fato é que as fotos realmente ficaram lindas. Por fim, resolvemos dormir em Lucca, cidade próxima de Pisa. No dia seguinte, retornamos a Firenze e nos separamos. Erika dedicou-se a arte e cultura e foi visitar a cidade (ela trará os fatos na visão dela posteriormente). Eu, Felipe e Pri, temporariamente andonamos nosso lado culto e dedicamos exclusivamente as compras. Descobrimos um outlet fora da cidade e fomos. O detalhe é que fomos enganados e deixados pelo bus no meio da “autostrada”. Estavamos tão euforicos pela possibilidade de compras, que, burramente, devolvemos o carro alugado e fomos de onibus. Me perdoem, mas esta estupidez, nos custou 2km de caminhada sob o sol de Toscana em uma rodovia sinuosa e sem acostamento. Só a possibilidade de compras para fazer isto com a gente e ser perdoado. Detalhe maior, descoberto somente quando chegamos ao outlet é que, o ônibus de retorno era apenas as 20:30h, sendo que haviamos combinado com Erika as 19h na estação de Firenza. Após as compras a conclusão foi um pouco medonha. Nós, atrasados, com sacolas de compras, sem hotel, tinhamos que pegar o trem para Roma, ainda naquela noite. Pri, com horripilantes bolhas nos pés, denominada por ela como “trágicas” esta a beira de um ataque de nervos, porque Erika estava na estação há horas, sem notícias (que também será tratado por ela posteriormente). Duvidas não pairam né: perdemos o trem e tivemos que dormir em Firenze. Agora estamos em Roma, maiores detalhes no próximo post…beijo para quem é beijo abraço para quem é abraço… Dani”

Continuando nossa peregrinação pelo interior da Toscana…

Personas, aqui é a Dani, apesar da Erika já ter escrito sobre o interior da Toscana e Firenze, resolvi trazer os fatos sobre a minha ótica, segue abaixo.

“Continuando a nossa peregrinação pela Itália na sexta feira demos inicio ao interior da Toscana. Alugamos um carro. Fui retirar o carro sozinha e acreditem: me perdi em Florença. Agora imaginem, eu de carro, perdida na cidade sem falar italiano. Achei o máximo. A sorte é que não me desespero, não sofro deste mal. Depois de 40 minutos rodando, por acaso, encontrei nosso hotel. Foi bom porque conheci outra parte da cidade, até encontrei um castelo que eu não sabia que tinha. Agora sou especialista em Firenze, podem me contratar como guia. 

Pois bem. Antes de sair pelo interior da Toscana, resolvemos ver Davi (de Michelangelo) em Florença. A fila é imensa. Quase desistimos. Mas no fim, resolvemos ficar. E digo: valeu a pena. Muito a pena. Ele fica em uma galeria construída especialmente para ele. Na primeira sala, há algumas obras, embora bonitas de pouca magnitude. Depois, há as obras inacabadas dele, como a Pietá (acreditem ele tentou uma vez antes de fazer a original que esta em Roma), ai, de repente, não mais que de repente, de longe se avista DAVI, com seus 5 metros de altura, com uma luz indireta, rarefeita, com o rosto voltado para a direita, com ar de inocência.

A obra é perfeita, não somente pela riqueza de detalhes como veias, unhas, dedos, orelha, etc, mas pela preciosidade que é. Michelangelo conseguiu realmente repassar muita coisa em seu Davi que exterminou Golias. É uma perfeição. Reza a lenda que quando Michelangelo acabou a obra, o que ocorreu em 2 anos (1502 a 1504) ele mandou Davi falar. Realmente, só falta ele falar. Os estudiosos de arte que dizem que fisicamente ele é perfeito pela disposição de músculos, veias, ossos, considerando a posição em que foi construído, é perfeito. Realmente.

Fiquei mais de uma hora parada olhando. Não se pode tirar foto ou filmar, e nem ouse tentar, porque aqueles italianos com seu jeito rude de ser, logo soltam um “prego”. Mesmo diante disto, me rendi e resolvi tirar uma foto, porque mesmo que fosse expulsa (o que não ocorreu) eu seria feliz.

Bom, após o Davi, realmente fomos ao interior.

Para começar as estradas são pura curva, não há um trecho de 50 metros de reta. Eu adorei, os meninos, odiaram, tiveram vertigem, eu achei pura emoção. As pistas são estreitas, para dois carros, e pura curva, pura adrenalina. Calma, não corremos risco algum.

As cidades do interior são puro êxtase. Pequenas, próximas umas das outras e cada uma com um charme especial.

Para quem não sabe a região da Toscana, famosa por seus vinhos, azeites, mel e queijo, é linda.

Uma cidade em especial chamou atenção, Castelina de Chianti, linda, pequena, toda romana. Me senti na idade média. Outras, são todas cercadas como San Geminiano, que também tem origem romana, e creiam não são tão pequenas. Incrível. O ar de tão límpido chega a doer, já que estamos acostumados a poluição. Aqui tudo gira devagar. A única coisa que tira a monotonia são os italianos conversando que sempre, invariavelmente parecem que estão brigando quando na realidade é uma simples conversa.

Por fim, no interior, nos livramos dos chineses. Aqui não há. Ufa!!!

Pernoitamos em Montalcino, cidade etrusca, que não é possível entrar de carro, fica no alto de uma montanha, de onde se vê pelo menos uns 50 km a frente, e varias cidades, e no meio de tudo isto, vinhas e mais vinhas com casarões estilo romano. Indescritível. O duro é que aqui ou se sobe ou desce ladeira. Ladeira é modo de dizer, porque não há realmente nome para isto, porque a inclinação é muito grande, haja preparo físico.

Por fim, conto a vocês que Erika e Pri que  iniciaram na sexta feira uma busca incessante pela cidade de Totó, conseguiram chegar ao seu propósito, pois achamos a cidade em que esta sendo gravada a novela. Alias, encontramos inclusive a D. Gema original (tiramos foto). É linda a cidadezinha. Alias, ainda bem que encontramos, senão teríamos que percorrer toda a Itália em busca desta, porque as duas tresloucadas iniciaram uma cruzada com este fim.

Bom, vamos ficando por aqui.. beijo para quem é beijo.. abraço para quem é abraço…

Dani.”

P.S - Devido a problemas no blog não é possível mais inserir fotos.

Toscana… ohhh Toscana !!!

sábado, 21 de agosto de 2010

Acho que não vou conseguir transmitir em palavras a emoção que vivemos no final desta tarde de sexta, quando iniciamos o nosso trajeto pelo interior da Toscana. Saimos de Firenze em direção à região de Chianti onde são produzidos os vinhos de mesmo nome. Começamos por Greve in Chianti, uma cidadezinha minúscula e charmosa, mas um pouco antes de chegar nesta cidade eu comecei a passar mal, eu estava de ressaca e as estradas tortuosas pioraram meu estado, abaixou a pressão a ponto de precisar parar o carro para eu melhorar. E melhorei.

Depois de Greve in Chianti seguimos o caminho em direção à San Geminiano onde queríamos pernoitar. Mas logo depois encontramos uma cidadezinha no topo de uma montanha e resolvemos entrar para dar uma olhadinha. Trata-se de Castellina di Chianti, um lugar que jamais vou esquecer na minha vida!

Nós ficamos encantados, me deu vontade de morar ali. LINDA, charmosa, pequena, encantadora… é claro: chorei de emoção. Sei que já está ficando meloso mas preciso desabafar, é verdade que desde o início da viagem tenho chorado todos os dias, mas hoje foi demais. Chorei nesta cidade, chorei na estrada, chorei com um sorriso no rosto, como há muito não me acontecia. Me lembrei de todas as pessoas que eu amo. Puts… como este lugar mexeu comigo!

Não tenho o que falar de Castellina di Chianti, ou não consigo falar, vejam as fotos. Ahhh… de repente virei numa ruazinha e reconheci uma imagem que passa na novela. Depois encontramos um brasileiro e ele confirmou que esta é uma das cidades que a globo filmou. Eu queria ver o Totó (sniff).

Houve uma dúvida se ficaríamos ali para dormir mas optamos por seguir viagem até San Geminiano, onde chegamos as 21:30 e ficamos num bom hotel. Tô exausta, mas felizzzzz!

Amanha vamos curtir San Geminiano e seguiremos para Siena ou Montalcino (ainda não decidimos).

 

Firenze - 19 e 20/Agosto

Estou atrasada com os posts, mas não se preocupem pois é sinal que ando muito ocupada por aqui, rs…

Vou tentar resumir nossos 2 dias em Firenze. Como chegamos muito cansados, não fizemos uma programação extensa e deixamos correr mais solto.

Firenze é o berço do Renascimento, foi fundada no ano 59 a.C. mas se tornou um centro importante para a Itália a partir do século XIII . Aqui viveram simplesmente Dante, Maquiavel, Botticelli, Michelangelo, etc. A cidade é maior que eu esperava, mas muito charmosa!

Em Firenze está o maior museu da Itália, a Galeria Ufizzi, que não conseguimos visitar pois as filas são enormes e ficaríamos o dia todo nesta função. Visitamos a igreja do Duomo (linda!!!) e subimos na cúpula para apreciar Firenze por cima (de escada…ufa! quase morri). Fomos à Piazza Michelangelo de onde se tem uma vista fenomenal da cidade (aparece esta imagem na novela da globo) e fomos agraciados com um lindo por do sol (que acontece às 21hs), vejam as fotos que irão entender. Chorei no Duomo, chorei ao andar por Firenze e chorei no por do sol.

A noite tentamos uma baladinha, mas as coisas aqui fecham 11hs, fomos quase expulsos de um barzinho e ainda era pouco mais de meia-noite.

No outro dia visitamos a Galeria Academia, a segunda mais importante daqui, onde vimos a escultura de Davi (de Michelangelo) em sua anatomia perfeita. Ficamos encantados, embasbacados ou qualquer coisa do gênero. Chorei de novo ao pensar que estava diante de uma obra tão importante para a história da arte.

Nesta sexta dia 20, alugamos um carro e saímos de Firenze às 16hs em direção ao interior da Toscana.

Um dia em Milão

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ficamos no hotel Vecchio Milano, um péssimo custo benefício, com direito à penilongos, mas só uma noite, tudo bem.

A passagem por Milano foi para compras, afinal é a capital da moda, mas enquanto eles (Daniela, Felipe e Priscila) foram às compras eu fui visitar alguns pontos turísticos, como a igreja do Duomo e o Castelo Scorcese e depois me encontrei com eles, me rendendo às compras. Chegamos na estação de trem e compramos bilhete para o TAV ( vulgo Tavinho) que é simplesmente o TREM BALA, que chegou à 300Km/h e desenbarcamos em Florença (Firenze) às 21hs de quarta-feira 18/08. Ficamos no hotel Lombardi, bem melhor que o hotel de Milano. À noite saimos rapidamente para matar a fome.

Quero registrar aqui algumas impressões sobre o “jeito de ser italiano”.

Primeiro quanto ao entrar em qualquer lugar, com um jeito educado pedindo para sentar à mesa e gastar os seus euros, pois isso prá eles é um favor de te atender.

Estamos tentando ser um pouco mais europeus e menos latinos, mas é complicado, rir menos, falar mais baixo…. difícil. Para eles é oito ou oitenta. Se a loja fecha às 7pm, não adianta chegar no caixa às 6:55 pois vc não vai ser atendido.

Aqui a cerveja é muito cara, nos bares custa 4 ou 4,50 euros uma long neck, enquanto um prosseco custa 2 ou 3 ou 3,50 euros (entendam pq minha bebida predileta aqui está sendo o prosseco). Isso eu to falando de serviço de mesa, pq aqui qdo vc pede algo num bar uma bebida tem 2 preços diferentes, um para comprar e levar e outro para sentar à mesa (diferença gritante).

Ao chegar numa loja, precisamos fazer uma pergunta de cada vez, para não ser expulsos (coisas que vc só aprende com o tempo).

Mas estamos nos esforçando para entender e aprender.

Outra coisa interessante é como os chineses estão invadindo a Europa, incrível, mas para todos os lados existem chineses como visitantes ou como donos de restaurantes e lojas.

Va bene!

De Veneza a Milão - Pura Aventura, Pura emoção, 100% Adrenalina…

terça-feira, 17 de agosto de 2010

E aqui vai mais um post da Daniela, informo que esta edição é uma produção independente e não me responsabilizo pelo conteúdo aqui descrito… rs…

“O dia de hoje merece um relato detalhado pois  foi pura emoção. Começou cedo, todos acordados as 06h da manhã. Tentamos alugar um carro em Veneza, e acreditem, em três locadoras, não havia um carro sequer disponível. A saída foi ir de Trem. Tudo começou no Trem para Verona. Erramos o vagão e corremos seríssimo risco de sermos presos, mas tudo correu bem até Verona.

O intuito de Verona era conhecer a Arena e a casa de Julieta, de Romeu e Julieta, o que alias, merece um tópico a parte.

De Verona resolvemos ir de carro até Sirmione, com Pri no volante. Emoção de novo né, pensem!!

No meio do caminho, tive um contratempo, e tivemos que parar em uma cidade que não sei o nome para que eu pudesse resolver minha incontinência urinaria gerada pela insistência do Felipe para que eu beba água o dia todo. Como não achamos banheiro, tentamos um restaurante. Acreditem ou não, fomos expulsos!!! Literalmente. A partir de hoje, odeio a palavra “Prego”!!

Mas tudo isto foi recompensando pela cidade de Sirmione. Trata-se de uma cidadezinha linda e pitoresca  a beira do maior lago da Itália. Digamos que é a Riviera Italiana. É a nossa cara. Linda, atraente, bela,  bem freqüentada, com gente descolada e articulada,  onde Ferrari parece Fusca e nosso Golf foi desprezado. Ah, e a ainda tem um castelo a beira do lago. Honestamente, nos sentimos em casa.

De tão bela e de tão em casa que nos sentimos perdemos a hora. Tínhamos que devolver o carro até as 19h em Verona e não conseguimos chegar. Felipe, usando seu inglês nativo ligou na locadora e de forma muito educada foi informado pela atendente que eles não iriam esperar, com um ríspido “fechamos as 7h”. Detalhe: nossas malas (todas) estavam na locadora. E mais, a reserva do Hotel, para esta noite, era em Milão.. Milão… 200 Km para frente!! Ai …

Atrasamos, corremos,  mas conseguimos chegar com 20 minutos de atraso, o que é imperdoável para os europeus, mas pelo menos conseguimos reaver nossas malas, e deixamos a chave do carro em uma caixinha. O máximo!

Como não poderia deixar de ser, quase perdemos o trem para Milão. Subimos duas escadas, Erika três e no trem aturamos duas crianças relientas berrando em nossa orelha. Pensem!  O som daquelas crianças estão reverberando em nossas cabeças até agora…. acho que teremos que tomar prosseco para resolver..

Alias.. vamos fazer isto agora.. voltamos amanha….”

Dani

Despedindo de Veneza…

Neste momento estou no trem de Veneza para Verona, mas ainda quero falar dos nossos últimos momentos em Veneza. Hoje quando o Vaporetto navegava o grande canal nos levando para fora de Veneza, fiquei olhando aqueles casarões iluminados pelos primeiros raios do sol (uma imagem linda) e pensei em duas coisas: primeiro agradeci à Deus por me dar a oportunidade de estar aqui e conhecer este lugar maravilhoso e encantador, pensei na minha família, fiquei emocionada. Depois pensei no quanto foi importante a receptividade da Andrea que nos orientou e nos mostrou Veneza com o olhar de morador, ela dedicou o seu tempo livre para nos acompanhar e contou como é viver em Veneza. Obrigada Andrea! Tb ficamos muito satisfeitos com o hotel Locanda Art Deco, tem excelente localização e nos sentimos em casa.

Aqui não tem ruas nem carros, apenas ruelas, becos e canais. Esta cidade existe há quase mil anos e hoje tem 60 mil habitantes (já teve muito mais). É muito caro viver aqui. O fluxo de turistas é impressionante, ontem na piazza San Marco me deu vontade de sair correndo daquele tumulto (e saímos).

O mais gostoso aqui é andar pelos becos e a cada giro encontrar uma arquitetura surpreendente, um outro canal, uma ponte pitoresca, outra adiante… humm…  tb adoramos nos perder de madrugada pelas ruelas quase desertas.

Valeu VENEZIA !

Tô muito feliz e saio daqui com a certeza de que um dia voltarei…  à presto !!!

A peculiar VENEZA

domingo, 15 de agosto de 2010

Gente, a doidinha da Daniela tá louca para fazer um post e eu achei ótimo ter a participação dos amigos na narrativa desta viagem. Segue o olhar da Daniela….

Primeiramente, me deixem tecer dois comentários sobre a minha mala (aquela que gerou polemica e ganhou apelido de PQP). Vejam bem, pessoas como eu (peculiares no modo de ser e vestir) não conseguem viajar com um único par de sapatos e uma camiseta. Dêem um desconto, afinal tem preço manter um estilo. Além disto, conto com a ajuda dos meus queridos amigos companheiros de viajem, que contribuem para o manuseio dela. To podendo!!!

Mudemos de assunto para outro mais leve e agradável.

Veneza…hum.. ai… sim.. Eta…

Isto..hum..ai.. sim ..eta. e muito mais.. Pensem.. ampliem.. expandam.. pensam que acabou? Nada disto, Veneza é isto tudo é muito mais.

Não dá para explicar em palavras. É um sentir, sem sentir, ouvir sem ouvir, ver sem ver. Estado de graça o tempo todo. Parece uma pintura que cada pincelada criou um efeito único. Particular. O ar exala um cheiro único. O sol resplandece de forma peculiar. A cultura, a musica, o mármore, a água, tudo é diferente. Único.  É, assim, tudo contribui para este efeito singelo e magnânimo.

Se há um lugar em que realmente deveria ser lei ser proibido ser triste, com certeza este lugar é Veneza. Aqui, não há farmácia que venda prozac, lexotan e outras substancias afins. Impossível, não tem mercado.

Quanto a hoje, o dia foi ótimo, céu azul de Brigadeiro e um sol lindo de morrer. Como não podia faltar, já que estamos em Veneza, fomos fazer um passeio típico, ou seja, navegar de gondola pelos belissimos canais.

Experiência sem precedentes. Vale a pena. A gondoleira, sim, uma mulher (até nisto somos diferentes) fez um trajeto fora do convencional e nada turistico. Para dar seguimento ao nosso roteiro nada turistico, incrementado e complementado pela Andrea (gracas a ela) a noite fomos ao bairro Judeu, e vimos o inicio dos guetos. Impecável. Boa noite, boa comida, otima companhia, e cenário deslumbrante. Certamente também nao existe pecado acima do equador, pelo menos para nós não.

E vamos que vamos.. andiamo…andiamo…ciao…

Dani

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